19/02/2009

Retorno a Carlinhos Oliveira com Paulo Tiefenthaler e Dora Pellegrino

UM POUCO MAIS
Quando fui fazer o filme liguei para Brasília para falar com o biógrafo do José Carlos Oliveira, o jornalista Jason Tércio. Ele me falou muitas coisas que me ajudou a formar o personagem debochado, irreverente, louco e talentoso. Amigo de Clarice Lispector. Ela estava com uma gripe horrível mas mesmo assim não desistiu e foi encontrar com o Carlinhos, no restaurante Degrau, no Leblon. No primeiro dia só beberam, fumaram e conversaram. Mas ouve um segundo dia e enfim eles comeram, fumaram e conversaram.
"Carlinhos trouxe para a crônica duas contribuições fundamentais, de linguagem e de conteúdo. Na linguagem, ele introduziu uma sofisticação literária inigualável, misturada com gírias e expressões populares. No conteúdo ele rompeu com a crônica convencional – que é um texto despretensioso, superficial e digestivo sobre amenidades do cotidiano – e injetou uma densidade psicológica-existencial, com muita ironia, indignação, lirismo e deboche. Seus textos são multidisciplinares, fundem jornalismo, ficção, filosofia, psicologia, história do cotidiano e dos costumes, memorialismo sem saudosismo. Seguidores não creio que ele tenha deixado. Atualmente os textos do Arnaldo Jabor são os únicos que têm o padrão de qualidade do Carlinhos Oliveira, na irreverência, na polêmica, no humor surrealista e na qualidade literária"
"Clarice Lispector" Entrevistas

Filmando De Corpo Inteiro Entrevistas e a lenda da Cobra Grande

UM POUCO MAIS
Sou uma diretora bastante preocupada com o quadro. Pra mim a disposição de tudo que se movimenta, e como o que se movimenta reflete no que está parado e a composição do que entra em cena, os volumes, fundos, cores.
Ao fundo temos dois atores com um back light suave do entardecer da praia do Leme.
Um plano conjunto. Franco Almada como Rubem Braga e Claudiana Cotrim como Clarice.
Eu sou a do cabelo rebelde e meu diretor de fotografia Luiz Carlos Saldanha é o cara do colete.
Aliás você percebe um diretor de fotografia pelo colete. O Sal sempre anda com ele, mesmo quando não está filmando, mas ele está sempre pronto para a cena, como eu também que vejo cinema em tudo. Que vou muito ao cinema para trabalhar o olhar.
Tirar panema da visão é uma coisa que eu aprendi na floresta. É assim, você vai caçar, se perde na mata, está sobre o efeito da cobra grande. Que perigo. E quanto mais você anda mais se aproxima da boca da bicha. A única maneira de sair do encanto da cobra e virar tudo ao avesso e sair sem olhar pra trás. E no cinema também temos que focar o que a lente da câmera lê e sair limpando a pintura para permitir o espaço cênico do drama do ator.

18/02/2009

O retorno a Rubem Braga

UM POUCO MAIS
Ele é corajoso. Simples. Delicado. Ele tem qualquer coisa de rural em si. E foge a tudo o que seja ‘sentimentalismo’ falso. Mas há mil ‘rubens’ dentro de Rubem Braga, é claro, assim como há mil ‘clarices’ em mim. E tanta coisa eu desconheço em Rubem, que era melhor entrevistá-lo de vez. Pelo menos tentarei atenuar o seu mistério (porque ele é um pouco misterioso). Mas desconfio que o seu mistério está na sua simplicidade e simplicidade é das coisas mais raras no ser humano, a ponto de constituir uma qualidade insólita.
"Clarice Lispector"
do livro Entrevistas

Clarice por Deolinda com Tônia Carrero

UM POUCO MAIS
Um pouco mais de Deolinda de quem sou fã.
Tônia foi tão gentil com nossa equipe e deu uma aula de valorização da vida durante a entrevista.
Assista ao filme e leia o livro!
Existe um vácuo, que permite o preenchimento do tempo entre o encontro com Clarice em 1969 e o encontro com Clarice Lispector dramatizado por Deolinda Vilhena no Filme De Corpo Inteiro Entrevistas.

Camarim do Show Maré - Bahia

UM POUCO MAIS No camarim do Show Maré de Adriana Calcanhotto em Salvador. Minha amiga Deolinda aqui entre Adriana e eu, ela falou loucuras sobre mim pra Adriana. Ainda bem que a cantora não levou a sério. Ou será que levou? Bom só o tempo dirá!! Deolinda viveu sua primeira experiência no cinema e em que papel? logo de Clarice Lispector, ela entrevistou a Tônia e a Elke no nosso filme. Deolinda Vilhena é uma grande jornalista, a pessoa que mais entende de teatro francês no mundo.

Uma Clarice de Corpo Inteiro

UM POUCO MAIS
Talvez na Suiça ou em Washington.
Aqui está Clarice no meio da neve.
Toda encasacada. De Corpo Inteiro

Gravação da Música Que O D'us Venha

UM POUCO MAIS
Adriana Calcanhotto passando a música Que o D'us Venha, de costas o Jards Macalé e de pé, Dé Palmeira que produziu a facha.
Bom com Adriana tudo começou na Bahia. E no último dia de filmagem. Foi o encontro do filme. Ela convidou a equipe para assistir o show Maré no TCA em Salvador. Eu nunca tinha assistido um show da menina Adriana. Fiquei impressionada, gostei muito. No meio do show começei a sentir tão forte a presença de Clarice e não teve outra, dois meses depois a Adriana acabou cantando a música tema do filme.
No meio de uma turnê do Disco Maré e do lançamento do livro Saga Lusa, ela encontrou tempo para ouvir e pesquisar a música que o Cazuza escolheu na letra do livro Água Viva.
Composta por Frejat, letra da própria Clarice Lispector - minha tia flor do peito.
A Lucinha Araújo e o Frejat e a Warner Chappel liberaram a música e o Paulo Gurgel Valente também.
Mais tivemos uma presença incrível do Jards Macalé no violão. E o Frejat foi super legal, deu a maior força com o Estúdio Dubrou e tocou guitarra na facha.
Ela ficou assim mais requintada na voz da Adriana, porque ficou mais jazz. O Dé tocou baixo e Fabiano França gravou e mixou.
Agora o Frejat está compondo a música incidental do filme. Uma coisa assim meio anos 70.
Ainda não ouvi e estou louca.

Essa é a foto: Almoço de Domingo na Senador Vergueiro

UM POUCO MAIS
Em pé minha avó Tania abraçada com Clarice, ao seu lado minha tia Elisa, Patricia minha irmã,vovô Willian, Marco meu irmão e eu em frente a tia Clarice. A caçula da família. Clarice escreveu um dia:
Nicole disse para seu irmão mais velho chamado Marco - Você com esse cabelo comprido parece uma mulher e Marco reagiu com um violento pontapé e Nicole disse depressa, sei que Du's é homem e não quero apanhar.

Equipe no Restaurante

UM POUCO MAIS
Um ponto fundamental na estrutura de uma boa e feliz equipe de filmagem é o rango.
A turma trabalha quase doze horas seguidas.
E a produção tem que bancar o rango da galera.
A gente conseguiu um monte de apoiadores!
Cito aqui os apoiadores da alimentação!
Degrau
I Piatti
Chaika
Fazendola
Belmonte
Restaurante Skilo (Bahia)
Hotel Vila Velha(Pelourinho)

Back to Bahia

UM POUCO MAIS
Esse foi o dia que filmamos o Paulo Vespúcio e a Letícia Spiller no Pelourinho. Carybé por Paulo Vespúcio.
Oo patrocínio do BANCO DO NORDESTE - apoio da TVE BAHIA!
Carybé é sem dúvida meu artista das artes plásticas favorito!
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