05/03/2009
Botafogo - Um momento quente do filme
19/02/2009
Noturna
UM POUCO MAIS
Todo filme que se preze tem que ter a noturna.
Tínhamos duas cenas grandes para filmar. Começamos a meia noite e filmamos até as 5 da manha. Tive que correr na segunda cena para terminar ao menos o texto. Nem tirei a câmera do lugar.
A cena acontece o encontro de Clarice Lispector e José Carlos Oliveia na porta do
Restaurante Degrau.CARYBÉ E LETÍCIA SPILLER NO MESMO AMBIENTE 30 ANOS DEPOIS
UM POUCO MAIS
"Depois que terminei e publiquei romance mais recente, Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, estou inteiramente vazia de inspiração. Mas nisso de inspiração também conto com Exu, que já é meu amigo do peito e vai me ajudar em tudo, entendeu? Exu é poderoso."
Lispector Clarice - Entrevistas Rocco 2007
Aqui uma coisa muito especial aconteceu e que vai ficar na memória de todos que aquele dia entraram no estúdio do Carybé. Uma visita inseperada. Ele estava lá e nos mostrou isso.
Aqui Letícia Spiller narra a frase anterior. Em cena o microfonista Hilário Passos.
Retorno a Carlinhos Oliveira com Paulo Tiefenthaler e Dora Pellegrino
UM POUCO MAIS
Quando fui fazer o filme liguei para Brasília para falar com o biógrafo do José Carlos Oliveira, o jornalista Jason Tércio. Ele me falou muitas coisas que me ajudou a formar o personagem debochado, irreverente, louco e talentoso. Amigo de Clarice Lispector. Ela estava com uma gripe horrível mas mesmo assim não desistiu e foi encontrar com o Carlinhos, no restaurante Degrau, no Leblon. No primeiro dia só beberam, fumaram e conversaram. Mas ouve um segundo dia e enfim eles comeram, fumaram e conversaram.
"Carlinhos trouxe para a crônica duas contribuições fundamentais, de linguagem e de conteúdo. Na linguagem, ele introduziu uma sofisticação literária inigualável, misturada com gírias e expressões populares. No conteúdo ele rompeu com a crônica convencional – que é um texto despretensioso, superficial e digestivo sobre amenidades do cotidiano – e injetou uma densidade psicológica-existencial, com muita ironia, indignação, lirismo e deboche. Seus textos são multidisciplinares, fundem jornalismo, ficção, filosofia, psicologia, história do cotidiano e dos costumes, memorialismo sem saudosismo. Seguidores não creio que ele tenha deixado. Atualmente os textos do Arnaldo Jabor são os únicos que têm o padrão de qualidade do Carlinhos Oliveira, na irreverência, na polêmica, no humor surrealista e na qualidade literária"
"Clarice Lispector" Entrevistas
Filmando De Corpo Inteiro Entrevistas e a lenda da Cobra Grande
UM POUCO MAIS
Sou uma diretora bastante preocupada com o quadro. Pra mim a disposição de tudo que se movimenta, e como o que se movimenta reflete no que está parado e a composição do que entra em cena, os volumes, fundos, cores.
Ao fundo temos dois atores com um back light suave do entardecer da praia do Leme.
Um plano conjunto. Franco Almada como Rubem Braga e Claudiana Cotrim como Clarice.
Eu sou a do cabelo rebelde e meu diretor de fotografia Luiz Carlos Saldanha é o cara do colete.
Aliás você percebe um diretor de fotografia pelo colete. O Sal sempre anda com ele, mesmo quando não está filmando, mas ele está sempre pronto para a cena, como eu também que vejo cinema em tudo. Que vou muito ao cinema para trabalhar o olhar.
Tirar panema da visão é uma coisa que eu aprendi na floresta. É assim, você vai caçar, se perde na mata, está sobre o efeito da cobra grande. Que perigo. E quanto mais você anda mais se aproxima da boca da bicha. A única maneira de sair do encanto da cobra e virar tudo ao avesso e sair sem olhar pra trás. E no cinema também temos que focar o que a lente da câmera lê e sair limpando a pintura para permitir o espaço cênico do drama do ator.
18/02/2009
O retorno a Rubem Braga
Ele é corajoso.
Simples. Delicado.
Ele tem qualquer coisa de rural em si.
E foge a tudo o que seja
‘sentimentalismo’ falso.
Mas há mil ‘rubens’ dentro de Rubem Braga,
é claro, assim como há mil ‘clarices’ em mim.
E tanta coisa eu desconheço em Rubem, que era melhor entrevistá-lo de vez.
Pelo menos tentarei atenuar o seu mistério
(porque ele é um pouco misterioso).
Mas desconfio que o seu mistério
está na sua simplicidade
e simplicidade
é das coisas mais raras no ser humano,
a ponto de constituir uma qualidade insólita.
"Clarice Lispector"
do livro Entrevistas
Clarice por Deolinda com Tônia Carrero
UM POUCO MAIS
Um pouco mais de Deolinda de quem sou fã.
Tônia foi tão gentil com nossa equipe e deu uma aula de valorização da vida durante a entrevista.
Assista ao filme e leia o livro!
Existe um vácuo, que permite o preenchimento do tempo entre o encontro com Clarice em 1969 e o encontro com Clarice Lispector dramatizado por Deolinda Vilhena no Filme De Corpo Inteiro Entrevistas.
Camarim do Show Maré - Bahia
UM POUCO MAIS
No camarim do Show Maré de Adriana Calcanhotto em Salvador. Minha amiga Deolinda aqui entre Adriana e eu, ela falou loucuras sobre mim pra Adriana. Ainda bem que a cantora não levou a sério. Ou será que levou?
Bom só o tempo dirá!!
Deolinda viveu sua primeira experiência no cinema e em que papel? logo de Clarice Lispector, ela entrevistou a Tônia e a Elke no nosso filme.
Deolinda Vilhena é uma grande jornalista, a pessoa que mais entende de teatro francês no mundo.
Uma Clarice de Corpo Inteiro
Gravação da Música Que O D'us Venha
UM POUCO MAIS
Adriana Calcanhotto passando a música Que o D'us Venha, de costas o Jards Macalé e de pé, Dé Palmeira que produziu a facha.
Bom com Adriana tudo começou na Bahia. E no último dia de filmagem. Foi o encontro do filme. Ela convidou a equipe para assistir o show Maré no TCA em Salvador. Eu nunca tinha assistido um show da menina Adriana. Fiquei impressionada, gostei muito. No meio do show começei a sentir tão forte a presença de Clarice e não teve outra, dois meses depois a Adriana acabou cantando a música tema do filme.
No meio de uma turnê do Disco Maré e do lançamento do livro Saga Lusa, ela encontrou tempo para ouvir e pesquisar a música que o Cazuza escolheu na letra do livro Água Viva.
Composta por Frejat, letra da própria Clarice Lispector - minha tia flor do peito.
A Lucinha Araújo e o Frejat e a Warner Chappel liberaram a música e o Paulo Gurgel Valente também.
Mais tivemos uma presença incrível do Jards Macalé no violão. E o Frejat foi super legal, deu a maior força com o Estúdio Dubrou e tocou guitarra na facha.
Ela ficou assim mais requintada na voz da Adriana, porque ficou mais jazz. O Dé tocou baixo e Fabiano França gravou e mixou.
Agora o Frejat está compondo a música incidental do filme. Uma coisa assim meio anos 70.
Ainda não ouvi e estou louca.
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